<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727</id><updated>2010-02-05T19:22:36.343-02:00</updated><title type='text'>#d00dz Finance</title><subtitle type='html'>"I, Nicholas Leeson, have lost fifty million quid, IN ONE DAY!!!!" -- Rogue Trader, the movie</subtitle><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://epx.com.br/d00dzfinance/atom.xml'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>92</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-1350609199044310148</id><published>2010-02-05T10:32:00.002-02:00</published><updated>2010-02-05T10:49:33.576-02:00</updated><title type='text'>TV Bastter e o "Cemitério dos Malandros"</title><content type='html'>O Bastter continua evoluindo o esquema dele, com ferramentas cada vez mais profissionais, mas sem perder a característica de pessoalidade. Dentro de um universo onde há quem prometa 30% ao mês de rendimento em mercados que são necessariamente soma-zero (o tal do Forex), o Bastter destaca-se como o mais honesto e didático dentre os consultores de investimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora (ou há algum tempo, mas só vi agora), tem a "TV Bastter" (&lt;a href="http://www.tvbastter.com"&gt;http://www.tvbastter.com&lt;/a&gt;), basicamente uma coleção de vídeos com dicas. (O único senão é o formato do vídeo, WMV; felizmente o Quicktime do Snow Leopard parece suportá-lo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre esses, há a série "Cemitério dos Malandros", com direito a entrada e locutor lembrando filmes do Zé do Caixão.  Cada "filminho B" fala sobre uma armadilha em que investidores iniciantes, aqueles que querem viver de Bolsa (todo mundo já teve esse sonho, é fato) costumam cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altamente recomendado, inclusive para rir um pouco e desestressar da quedona da Bovespa de ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-1350609199044310148?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/1350609199044310148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2010/02/tv-bastter-e-o-cemiterio-dos-malandros.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/1350609199044310148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/1350609199044310148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2010/02/tv-bastter-e-o-cemiterio-dos-malandros.html' title='TV Bastter e o &quot;Cemitério dos Malandros&quot;'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-8960718491287627063</id><published>2009-12-03T22:14:00.003-02:00</published><updated>2009-12-03T22:43:16.541-02:00</updated><title type='text'>Mais uma pegadinha estatística</title><content type='html'>Brincar com números e estatísticas sempre traz algumas surpresas. Por exemplo, será que um automóvel elétrico valeria a pena? Você acha que sua conta de luz é muito cara?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando por base os preços do meu "ecossistema", a energia elétrica custa R$ 0,50/kWh, o litro de gasolina custa R$ 2,54, e o litro do diesel está mais ou menos R$ 1,90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gasolina possui, sendo otimista, 4.186 x 9000 x 1000 = mais ou menos 36 mega joules (MJ) de energia (sendo otimista porque a gasolina pesa menos que 1 kg por litro, mas estou com preguiça de procurar na Wikipedia). Isto dá um custo de R$ 0,07/MJ. Fazendo a mesma conta para o diesel, o custo por MJ é R$ 0,052, valor que utilizaremos doravante para fazer as comparações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um kilowatt-hora equivale a 3,6MJ de trabalho, o que redunda em R$ 0,14/MJ, o dobro da gasolina e o triplo do diesel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, joule por joule energia elétrica é realmente bem mais cara -- embora seja uma forma de energia muito mais versátil. Certamente você não consegue alimentar seu computador diretamente com óleo diesel. Não sem investir num gerador bastante caro, ao menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que, se você comprar um gerador diesel, vai descobrir que o rendimento dele vai ser de no máximo 40%. Sendo extremamente otimista, cada joule de diesel queimado resulta em apenas 0,4 joules de enegia elétrica; o resto vai embora com a fumaça. O custo real da energia que sai do gerador é... R$ 0,175.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, além da despesa com o gerador, o custo da energia já é mais alto que o da conta de luz, sendo que a concessionária de energia gera a eletricidade longe da sua casa, tem toda a despesa com transmissão, sincronismo, redundância, geradores de reserva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se considerarmos um automóvel a gasolina, a conta fica ainda mais feia. O rendimento de um motor de carro em condições normais de uso é 18%. Isto corresponde a um custo por MJ de R$ 0,39, quase o triplo da energia elétrica. Sim, um carro elétrico seria um bom negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro, eu estou considerando que um carro elétrico tem rendimento de 100%, o que não é verdade. O rendimento de um bom motor elétrico é uns 90%, e a carga de uma bateria também tem perdas, de 30% a 50%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, real por real, o carro elétrico vale a pena. E algumas tecnicalidades permitem um carro elétrico usar motores menos potentes, o que economiza muita energia, restaurando a vantagem inicial de 3:1 que tínhamos projetado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-8960718491287627063?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/8960718491287627063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/12/mais-uma-pegadinha-estatistica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/8960718491287627063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/8960718491287627063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/12/mais-uma-pegadinha-estatistica.html' title='Mais uma pegadinha estatística'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-1843728153477226397</id><published>2009-12-03T19:38:00.002-02:00</published><updated>2009-12-03T20:24:12.676-02:00</updated><title type='text'>Estudo gráfico de operações com opções</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/d00dzfinance/uploaded_images/Picture-4-777323.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 248px;" src="http://www.epx.com.br/d00dzfinance/uploaded_images/Picture-4-777318.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Muita gente tem acessado a &lt;a href="http://epx.com.br/ctb/sorriso.php"&gt;página de volatilidades de opções Bovespa&lt;/a&gt;. Como toda ferramenta útil, ela surge de uma necessidade real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra necessidade que surgiu, em particular com operações que envolvem mais de uma opção, é enxergar o comportamento dela ao longo do tempo. Teoricamente a página citada acima e a calculadora de opções mostram isso -- na forma de uma árida tabela cheia de números. Além disso, é chato ter de inserir números a cada uso de uma calculadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução seria traçar uns gráficos, talvez usando uma planilha Excel, mas eu tenho alergia a esta solução. Os gráficos do &lt;a href="http://novatec.com.br/livros/opcoes/"&gt;meu livro&lt;/a&gt; foram traçados com planilha e eu me arrependo amargamente disso -- sem poder voltar atrás depois que já havia uma centena de gráficos prontos. (*)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os dados brutos sobre as opções Bovespa já estavam "na mão", graças ao script gerador da página de volatilidades, a solução era traçar gráficos baseados nesses dados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado está aqui: &lt;a href="http://epx.com.br/ctb/estudo.php"&gt;http://epx.com.br/ctb/estudo.php&lt;/a&gt;. A lista de opções é extraída da mesma fonte da página de volatilidades, atualizada várias vezes por dia (quando o script não quebra, é claro...). Basta escolher as opções e a quantidade relativa de cada uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/d00dzfinance/uploaded_images/grafico_zoom-755209.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 246px;" src="http://www.epx.com.br/d00dzfinance/uploaded_images/grafico_zoom-755206.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cada curva representa o valor da operação toda num determinado momento. Diversos momentos são traçados, até o vencimento em vermelho. A "mira" do mouse (linhas cruzadas lilás) atualiza o valor numérico na legenda conforme a posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O traço preto vertical bem no meio do gráfico representa o "spot" atual da ação subjacente. Na verdade, como a "largura" do gráfico é calculada em função do "spot", esse traço vertical sempre vai estar no meio, a não ser que haja algum problema sério nos cálculos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A curva cinza-claro que serpenteia a tela é a probabilidade de exercício de uma opção cujo "strike" seja igual ao valor do eixo X. (É meio difícil interpretar esta curva se não se está acostumado, mas gosto dela e já tinha usado ela no livro.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.epx.com.br/d00dzfinance/uploaded_images/controles_zoom-788916.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 356px; height: 109px;" src="http://www.epx.com.br/d00dzfinance/uploaded_images/controles_zoom-788914.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;As informações sobre as opções (strike e volatilidade) que aparecem à direita dos combos de escolha vêm da CBLC e dos cálculos de volatilidade, respectivamente. No futuro pretendo disponibilizar uma forma de inserir estes dados manualmente, para que o gráfico possa ser útil em mercados não-BOVESPA, e também no caso do script de atualização "mancar" por algum motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brinquedo está aí, espero que gostem! Notem que o programa ainda pode ter problemas, já que é muito novo e foi pouco usado. Peço a gentileza de reportar problemas, da mesma forma que as pessoas têm feito em relação às outras ferramentas do site.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;(*) Para os sádicos nerds: cheguei a abrir o XML em modo texto para fazer mudanças globais nos estilos dos gráficos, porque eles estavam embutidos no texto do OpenOffice e este não tinha suporte a mudanças globais em elementos embutidos. No fim, para fazer o livro, tive de transformar tudo em imagens JPEG, o que significou muitas vezes renderizar em PDF para não perder os "labels" que eu tinha posto em cima (que pertencem ao texto, não ao gráfico). Uma coisa é certa: gráfico daqui pra frente, só com GNUPlot ou ferramenta que permita geração em lote!&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-1843728153477226397?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/1843728153477226397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/12/estudo-grafico-de-operacoes-com-opcoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/1843728153477226397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/1843728153477226397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/12/estudo-grafico-de-operacoes-com-opcoes.html' title='Estudo gráfico de operações com opções'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-6236153259209242704</id><published>2009-12-02T17:26:00.002-02:00</published><updated>2009-12-03T12:33:53.148-02:00</updated><title type='text'>Taxman movido a jQuery promovido a oficial</title><content type='html'>A versão oficial pode ser encontrada na URL de sempre: &lt;a href="http://epx.com.br/taxman/"&gt;http://epx.com.br/taxman/&lt;/a&gt;. A versão antiga, caso interesse por algum motivo, está em &lt;a href="http://epx.com.br/taxman_old/"&gt;http://epx.com.br/taxman_old/&lt;/a&gt;. Enjoy.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-6236153259209242704?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/6236153259209242704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/12/taxman-movido-jquery-promovido-oficial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/6236153259209242704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/6236153259209242704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/12/taxman-movido-jquery-promovido-oficial.html' title='Taxman movido a jQuery promovido a oficial'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-375470853714578454</id><published>2009-11-27T02:18:00.012-02:00</published><updated>2009-11-27T03:24:59.177-02:00</updated><title type='text'>Novidades nos "brinquedos" Web</title><content type='html'>Taxman, a calculadora de impostos sobre renda variável, está evoluindo. A versão 2 beta está disponível para testes em &lt;a href="http://epx.com.br/taxman2"&gt;http://epx.com.br/taxman2&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O link antigo &lt;a href="http://epx.com.br/taxman"&gt;http://epx.com.br/taxman&lt;/a&gt; ainda está com a versão 1, estável. Conforme a versão 2 mostrar-se comportada, ela torna-se a versão oficial. Isto deve ocorrer nos próximos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Página de volatilidades novamente no ar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Há alguns dias atrás, um leitor da &lt;a href="http://epx.com.br/ctb/sorriso.php"&gt;página de volatilidades de opções&lt;/a&gt; avisou-nos que a página estava com problemas. De fato, o site Bovespa tinha mudado a forma de exportar as cotações via Web, o que quebrou nosso script de atualização automática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Script consertado, tudo está novamente em ordem... até a próxima mudança em alguma fonte de dados :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Mudanças no Taxman 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a falar do Taxman, a principal mudança da versão 2 é a substituição da biblioteca Dojo pela &lt;a href="http://jquery.com"&gt;jQuery&lt;/a&gt;. Embora o Dojo atenda às necessidades, ele faz o Taxman demorar &lt;span style="font-style:italic;"&gt;muito&lt;/span&gt; para carregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teoricamente é possível gerar uma "release" comprimida do Dojo, mas é um esquema muito complicado e simplesmente não funcionou com a última versão (e eu &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tinha&lt;/span&gt; de atualizar, devido a um bug com o Firefox 3.5). Pode até ser que foi incompetência minha, mas aborreceu o suficiente para encorajar a busca de uma alternativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, o jQuery é tão pequeno e leve, que nem mesmo utilizamos a versão comprimida (a versão original é mais fácil de depurar). Outra coisa a favor do jQuery é que ele está "na modinha", e infelizmente isto faz muita diferença na hora de achar documentação, exemplos e plug-ins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As animações do jQuery comportam-se de forma muito diferente das do Dojo, e não perdemos muito tempo tentando manter exatamente o comportamento anterior; apenas os erros óbvios foram corrigidos. Talvez as animações e transições ainda precisem de algum refinamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-375470853714578454?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/375470853714578454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/11/novidades-nos-brinquedos-web.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/375470853714578454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/375470853714578454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/11/novidades-nos-brinquedos-web.html' title='Novidades nos &quot;brinquedos&quot; Web'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-114358814471966523</id><published>2009-11-06T23:25:00.014-02:00</published><updated>2009-11-07T01:27:45.990-02:00</updated><title type='text'>Mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas</title><content type='html'>Estava me lembrando daquele livro, "The Bell Curve", que entre outras coisas afirmava que o QI médio dos negros é 10 pontos abaixo dos brancos, que por sua vez estavam um mesmo tanto abaixo dos asiáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, lembrei-me dele enquanto estava escrevendo meu livro, pois há capítulos que usam muito os conceitos da distribuição normal, média, desvio-padrão, e coisas assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrigou-me que a população sob uma distribuição normal diminui muito após 3 ou 4 desvios-padrão de distância. Qualquer deslocamento "pequeno" na média joga valores mais distantes na faixa da completa impossibilidade. É precisamente este efeito que permite que coisas do mundo da economia e finanças, como depósito de margens e estoques de reserva em supermercados, funcionem a contento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao caso do QI. Aparentemente, dizer que grupo A tem QI médio 10 pontos abaixo de B, não parece grande coisa. Mas isto significa que o número de superdotados do grupo A é muitíssimo menor que o grupo B. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem me lembro, o modelo dos testes de QI pressupõe um desvio-padrão de 16. Para QI médio = 100 no grupo B e QI médio = 90 no grupo A, e 10.000 pessoas em cada grupo, a distribuição normal nos sugere que o grupo B possui 700 superdotados (QI &gt;= 124), dos quais 9 são gênios (QI &gt;= 150). O grupo B possuiria apenas 168 superdotados, dos quais um gênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usei esta calculadora para obter os resultados: &lt;a href="http://stattrek.com/Tables/Normal.aspx"&gt;http://stattrek.com/Tables/Normal.aspx&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À luz de outras afirmações do mesmo livro (estas com mais respaldo), inteligência é o índice mais confiável para determinar o sucesso de uma pessoa, e indiretamente do sucesso de seu grupo social. Isto condena automaticamente o grupo A a um destino bem triste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ainda se Scott Adams (o autor do Dilbert) estiver certo: apenas os gênios dentre nós podem fazer diferença, o resto só faz número, o que amplifica ainda mais o efeito do deslocamento da média de QI. 10 pontos a menos de QI significam 90% a menos de gênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem, isto foi a afirmação genérica do The Bell Curve "explodida" em números palpáveis. Mas será que é verdade? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impossível para mim confirmar ou refutar com exatidão, mas fiz de mim para mim um pequeno exercício mental baseado em algumas observações empíricas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Uma pessoa conhece, em média, outras 1000;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* No estado de SC, 8% da população é negra, mas considerando algumas especificidades, posso considerar 5% uma estimativa mais apropriada no meu caso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Isto significa que eu deveria conhecer em torno de 50 pessoas negras, o que me parece ser uma estimativa boa (embora certamente uma estimativa ainda alta);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Dos negros que conheço, posso afirmar que pelo menos 3 são superdotados e 1 deles tem chances de ser gênio;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Isto dá uma proporção de 6% de superdotados entre os negros que conheço;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* 6% está mais para 7% (grupo com QI normal) do que para 1,68% (grupo com QI deprimido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Minha amostra, apesar de pequena (50 almas) alcança uma confiança de 85% (1 - raiz de 1/50). A chance de eu ser um "sortudo" e ter pego uma amostra viciada para melhor é de apenas 15%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A chance do The Bell Curve estar correto e minha amostra ter sido tão "sortuda" é bem menor que 15%. Ainda não achei a fórmula inequívoca para estimar esta chance, mas farejo algo em torno de 2%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;98% de certeza que o The Bell Curve está equivocado. Acabo de "descobrir" o que o resto do mundo já sabia. Candidato ao prêmio IgNobel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente branca por aí talvez ache isso ruim, mas deveria é comemorar. Tem um bilhão de pessoas na China. Já pensou se a média do QI dos asiáticos fosse realmente 10 pontos mais alta? Acabo de salvar o mundo ocidental :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-114358814471966523?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/114358814471966523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/11/mentiras-mentiras-deslavadas-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/114358814471966523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/114358814471966523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/11/mentiras-mentiras-deslavadas-e.html' title='Mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-18719190925844293</id><published>2009-11-04T16:25:00.004-02:00</published><updated>2009-11-04T17:07:44.918-02:00</updated><title type='text'>Efeito sobrevivência (survival bias)</title><content type='html'>Um post, em um blog não relacionado a finanças, me inspirou a falar do efeito sobrevivência. Resumindo em poucas palavras, o tal post apregoava que "prudência não vale a pena". Embora eu discorde da afirmação, não é meu objetivo aqui contradizê-la, mas sim falar sobre um problema análogo, o efeito sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um argumento, na verdade um sofisma, que recorrentemente assola os investidores em Bolsa, particularmente os pequenos, é o rendimento dos "micos", aquelas ações de pequenas empresas, ou pouco negociadas em Bolsa, ou de empresas falimentares. O sujeito pega as ações em negociação hoje, analisa o rendimento de cada uma nos últimos anos, e descobre que os micos são, de longe, as mais rentáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra variante desse raciocínio é descobrir que diversificar investimentos é uma má idéia. Investir apenas na Bolsa é mais rentável que dividir o dinheiro entre renda variável e renda fixa. E dentro da Bolsa, é muito melhor investir tudo numa única ação do que esparramar o capital em diversos títulos. Quando mais não seja, porque diminui os custos de corretagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de raciocínio tem dois erros. O primeiro é que ele "prevê o passado", ou seja, se eu estou no ano 2009, eu consigo "prever" e simular o que teria acontecido entre 2002 e 2009 para qualquer cenário dado. Isto não significa que eu consiga prever o futuro até 2016. Via de regra a História não se repete, e mesmo padronagens clássicas como bolhas são dificílimas de identificar quando se está "sentado em cima" delas. Só dá pra ver depois que a bolha estoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro erro, mais sutil e que engana muita gente esperta, é o "survival bias", difícil de traduzir, mas vou arriscar vazá-lo em vernáculo como "efeito sobrevivência". Quando você analisa a performance passada dos "micos", de 2009 para trás, só vai achar os títulos de empresas que AINDA existem, ou seja, que sobreviveram. Para cada empresa pequena que existe, há muitas outras que simplesmente viraram pó. E não há como prever hoje quais dos "micos" vão sobreviver e/ou vicejar no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocando de outra forma: você pode investir hoje no Bar da Estrela, ou na General Electric. Teoricamente, o Bar da Estrela tem muito mais potencial de crescimento; daqui a 20 anos ele pode ter virado o StarBucks, enquanto a GE vai continuar sendo a GE, sem ter mudado muito de tamanho. Mas, assim como o Bar da Estrela pode crescer muito, ele também pode falir, e sendo realista, a maior chance é que ele vá falir mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No futuro distante, algum espertinho vai olhar para a Starbucks, e para a GE, e dizer "que tipo de idiota investiria na GE?". Ele não viu que o Bar do Borba, o Bar do Ribamar e o Bar do Zé fecharam nesse meio-tempo, levando as economias de muita gente. O espertinho não vê isso porque Borba, Ribamar e Zé não estão mais listados na Bolsa,e portanto "nunca existiram" do ponto de vista de um observador futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "mito da diversificação" é outro engano do gênero. Olhando para o passado, é fácil enxergar que a diversificação foi sub-ótima em termos de rendimentos, e que alguns investidores imprudentes acabaram muito mais ricos que os prudentes. O que é mais difícil enxergar, é que muitos e muitos outros investidores imprudentes não sobreviveram para contar a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo não quer dizer que investimento em "micos" seja, em si, um erro. Mas ele deve acontecer dentro de um contexto de gerenciamento de riscos. Por exemplo, um fundo que invista em 10 ou 20 micos diferentes pode ser interessante. Ou investir um troquinho em um mico, sendo que a perda desse troquinho não seja um problema. Lembrando que, nesses termos, o investimento em micos compete com outras alternativas interessantes, como as opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, a diversificação não deve ser confundida com espalhar dinheiro em 1000 investimentos diferentes cujos ganhos cancelam-se mutuamente. A diversificação excessiva "mata" os rendimentos e não pode eliminar o risco sistêmico. A diversificação ótima é um problema abordado pelas teorias CAPM e Carteiras de Markowitz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-18719190925844293?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/18719190925844293/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/11/efeito-sobrevivencia-survival-bias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/18719190925844293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/18719190925844293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/11/efeito-sobrevivencia-survival-bias.html' title='Efeito sobrevivência (survival bias)'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-6027793637655893140</id><published>2009-10-20T15:40:00.003-02:00</published><updated>2009-10-20T15:54:16.389-02:00</updated><title type='text'>Taxação sobre investimentos externos: bom ou ruim?</title><content type='html'>Apesar da gritaria de alguns analistas, a medida do governo é acertada. Pode-se dizer até que foi leniente e tardia, portanto ninguém pode reclamar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A isenção total de tributos sobre investimentos especulativos estrangeiros é injusta com os investidores locais, bem como com os investidores estrangeiros que imobilizam o investimento aqui. É algo que vem dos turbulentos anos 90, onde era mais importante atrair um punhado de dólares (devido ao deficit comercial) do que fazer justiça tributária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) O dólar está muito baixo, artificialmente baixo, e em nenhum lugar do mundo tal situação passaria sem algum tipo de intervenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) O Brasil está muito atraente a investimentos estrangeiros, o que realimenta o problema 2. É sempre importante lembrar que existem lugares como o Japão onde pode-se conseguir dinheiro a juros nominais de 1% ao ano, ou menos. Tanto assim que o yen é a moeda "padrão" para especulação com moedas, pela possibilidade de obter grandes montantes dessa moeda forte quase de graça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Mesmo um juro de 8,75%, baixo para nossos padrões locais, é uma remuneração gigante para um investimento sem risco, quando se possui fonte mais barata de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) A taxação instituída pelo governo é bastante camarada: 2% de IOF que vão diminuindo conforme o dinheiro "dorme" no Brasil. O investimento "especulativo de longo prazo" não é afetado. Eu teria adotado taxações maiores até, bem como voltaria a cobrar imposto de renda sobre os estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) É uma solução que não cerceia a liberdade do investimento especulativo de ir embora no momento em que quiser. Tais soluções medievais estão fora de moda mas a tentação de todo governo é lançar mão delas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único "investidor" que poderia ficar chateado com esta medida é o que esperava dobrar o capital investindo *agora* na Bolsa e tirando o dinheiro em 20 de dezembro, com a bolsa artificialmente inflada a 120k pontos,  a tempo de comprar os presentes de Natal fabricados na China com o dólar bem baratinho...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-6027793637655893140?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/6027793637655893140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/10/taxacao-sobre-investimentos-externos.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/6027793637655893140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/6027793637655893140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/10/taxacao-sobre-investimentos-externos.html' title='Taxação sobre investimentos externos: bom ou ruim?'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-7382736427473351156</id><published>2009-09-18T00:29:00.003-03:00</published><updated>2009-09-18T02:56:26.929-03:00</updated><title type='text'>Os reclamões</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ficou moderno o Brasil&lt;br /&gt;ficou moderno o milagre&lt;br /&gt;a água já não vira vinho&lt;br /&gt;vira direto vinagre&lt;br /&gt;-- Cacaso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tipo que não consigo compreender, mas que abunda nos fórums de finanças brasileiros, é o reclamão. A própria participação ativa em forums é algo que não me parece muito produtiva, mas eu já cheguei a ser freqüentador assíduo o suficiente para não me incomodar mais com os reclamões; passaram a fazer parte da paisagem. Talvez até tenha me juntado a eles em algumas discussões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo perdido o hábito dos fórums, esses dias o Bruder me apareceu com o screenshot de um forum, falando cobras e lagartos do Lula e do pré-sal etc. E a inconveniência disto saltou imediatamente aos olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem entrar já no mérito da discussão, não faz o menor sentido reclamar que as coisas estão assim ou assado no contexto do investimento em renda variável, já que o mercado proporciona mecanismos para ganhar tanto com boas quanto com más notícias. Se alguém tem uma visão pessimista a respeito de uma empresa, de um setor ou mesmo do País todo, é livre para não investir neles, ou até (se confiar muito no próprio taco) para vendê-los a descoberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de reclamar, a discussão deveria ser algo no estilo "a situação é X: como fazer para lucrar em cima disso?". Mas cá estou eu reclamando da reclamação, o que é igualmente estúpido. É óbvio que quem sabe lucrar em cima das más notícias não está contando vantagem nos fórums, está ocupado ganhando dinheiro. Foi exatamente por isso que parei de freqüentá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cada um que vote com sua carteira naquilo em que acredita. E se você não acredita no voto, até para isto o mercado dá solução: seja um "contrarian investor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Lula é um alvo predileto (apesar da Bolsa ter subido muito durante seu reinado), mas historicamente reclama-se mais contra os "tubarões" e "manipuladores", que por algum motivo diabólico fazem o preço das ações "small caps" cairem assim que a gente as compra :) Todo mundo reclama, mas a galera segue tentando fazer fortuna comprando ações de empresas falimentares... Alguns investidores assumem com bom humor sua condição de não-tubarão e adotam apelidos como "Piaba" ou "Sardinha". Creio que estes já passaram da fase de reclamar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em particular sobre o tal do petróleo da camada pré-sal, os investidores não podem se queixar; a PETR4 dobrou de valor desde sua descoberta. Que o dinheiro resultante dessa descoberta será mal distribuído e mal aplicado, disso não resta dúvida, porque é impossível fazer uma distribuição perfeita de algo que "cai do céu" (pense na hipótese de você ganhar um prémio na loteria, achar "injusto" ficar com tudo, e convocar seus parentes para definir uma distribuição "justa" do prêmio -- nunca chegarão a um consenso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é que, para o investidor, não deveria fazer diferença; o petróleo não foi achado no quintal dele, então é uma questão quase totalmetne ortogonal à vida cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas tradicionais do Brasil já estão diretamente refletidos no mercado acionário; quem participa dele, já declarou implicitamente que aceitou o Brasil como ele é, e pretende lucrar em cima dessa realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que isso não faz os problemas magicamente deixarem de existir. Por exemplo, me incomoda que as duas principais ações brasileiras (PETR4 e VALE5) serem do setor primário, estatais (a Vale é uma quase-estatal para todos os fins práticos) e sem direito a voto. O tal do "custo Brasil" que impede o florescimento de empresas "de verdade" tem como prova anedótica a notória omissão na BOVESPA de nomes fortes privados no estilo Apple, Microsoft, IBM, Pfizer etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, cabe ao investidor tirar proveito das coisas como elas são. Não sou doido de abrir empresa no Brasil, e não estou tentado a investir em empresas "normais" do mercado acionário brasileiro. O jeito é ficar com Petrobrás e Vale mesmo, em particular porque elas têm mercado de opções razoavelmente líquido. Voto com minha carteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-7382736427473351156?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/7382736427473351156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/09/os-reclamoes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/7382736427473351156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/7382736427473351156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/09/os-reclamoes.html' title='Os reclamões'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-8391393075242536178</id><published>2009-07-31T22:23:00.003-03:00</published><updated>2009-07-31T22:37:42.391-03:00</updated><title type='text'>Volatilidades implícitas das opções: breve análise</title><content type='html'>As volatilidades implícitas (VI) das opções deram uma baixada considerável, e estão por volta dos 30% ao ano. Isto sinaliza uma "trégua" na Bolsa, quiçá a retomada da subida (que não será rápida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da VALE e da TNLP, a VI está abaixo da volatilidade histórica (VH), mesmo calculando a VH pelo método dos valores extremos. Na PETR, ocorre o contrário, mas com VI e VH muito próximas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda da volatilidade reduz os ganhos de operações "vendidas" como venda coberta. Mas a taxa de juros também caiu muito, de modo que ainda está muito longe a situação ocorrida em Abril/08, que o ganho da venda coberta encostou na renda fixa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-8391393075242536178?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/8391393075242536178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/07/volatilidades-implicitas-das-opcoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/8391393075242536178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/8391393075242536178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/07/volatilidades-implicitas-das-opcoes.html' title='Volatilidades implícitas das opções: breve análise'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-999180654887889279</id><published>2009-07-31T22:06:00.002-03:00</published><updated>2009-07-31T22:23:00.747-03:00</updated><title type='text'>Mudancas na página de opções e volatilidades</title><content type='html'>Na &lt;a href="http://epx.com.br/ctb/sorriso.php"&gt;página das principais opções Bovespa&lt;/a&gt;, adicionei um recurso há muito sugerido por um leitor do blog: exportação dos dados para a &lt;a href="http://epx.com.br/ctb/bscalc_pt.php"&gt;calculadora Black &amp; Scholes&lt;/a&gt;. Ao lado de cada opção, há um link "-&gt; calculadora" que abre uma nova janela de calculadora já com todos os dados preenchidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, fica mais fácil e interessante "brincar" com a calculadora tendo por base os dados reais (com meia hora de atraso, mas ainda assim reais).  Conforme você clica em diferentes opções, os dados vão sendo atualizados na janela da calculadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem conhece Javascript, sabe que para uma janela poder mexer em dados de outra, as duas têm de ter uma "relação de parentesco" -- no caso, a página das opções abre a calculadora, portanto é a janela-pai. Não adianta abrir primeiro a calculadora e depois a página das opções, que elas não vão se comunicar; uma nova janela de calculadora será aberta assim que se clicar no link. (Ao menos, eu não sei fazer isso de outro modo :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-999180654887889279?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/999180654887889279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/07/mudancas-na-pagina-de-opcoes-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/999180654887889279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/999180654887889279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/07/mudancas-na-pagina-de-opcoes-e.html' title='Mudancas na página de opções e volatilidades'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-1893049167994994135</id><published>2009-05-14T18:50:00.002-03:00</published><updated>2009-05-14T19:33:20.913-03:00</updated><title type='text'>Mudança de regras na poupança</title><content type='html'>É como eu escrevi &lt;a href="http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2007/08/conseguir-poupar-eis-o-problema.html"&gt;neste post de 2007&lt;/a&gt;: poupança sempre foi um investimento imerecidamente marginalizado. Agora chegamos à era dos juros baixos e a poupança tal como a conhecemos vai desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isto é perfeitamente esperado e normal; não há nada de "confisco" nas últimas medidas do governo em relação à poupança. É insustentável manter uma aplicação que renda 6% mais inflação ao ano se a taxa-base de juros vai cair para um dígito a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, o governo tem seus próprios interesses, do contrário não correria este risco eleitoral logo agora. Toda essa conversa que "os grandes especuladores prejudicam a poupança" é balela. Mais dinheiro na poupança significaria mais dinheiro para financiar habitação, e como disse Jorge Amado, dinheiro não tem cor nem cheiro. O problema da poupança é que o dinheiro tem de ser obrigatoriamente investido em determinados tipos de crédito, entre eles habitação. Já o dinheiro dos fundos de investimento rola a dívida pública federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reforma da poupança acabou saindo "light" e pela metade: apenas depósitos acima de R$ 50 mil vão pagar IR, o IR tem patamares de diminuição se porventura a taxa-base de juros voltar a subir. Isto mantém a poupança como uma excelente alternativa para começar a formar um pé-de-meia. Quem já tem mais que 50 mil certamente achará aplicações melhores para o excedente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O negócio é continuar aproveitando enquanto o resto da reforma da poupança não vem -- o que certamente acontecerá, provavelmente no início do próximo governo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-1893049167994994135?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/1893049167994994135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/05/mudanca-de-regras-na-poupanca.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/1893049167994994135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/1893049167994994135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/05/mudanca-de-regras-na-poupanca.html' title='Mudança de regras na poupança'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-6052384326807982143</id><published>2009-04-29T11:45:00.002-03:00</published><updated>2009-04-29T12:01:33.135-03:00</updated><title type='text'>Troca de comando no Banco do Brasil</title><content type='html'>Na penúltima Revista VEJA, o Mailson da Nóbrega disse que era hora de privatizar o Banco do Brasil, porque, entre outros motivos a recente troca de comando com a intenção de baixar os juros cobrados pelo BB no varejo tinha cheiro de jogada eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu *normalmente* concordaria com o Maílson. Quem sou eu para discordar dele? Além do mais, simpatizo com ele, já o conheci pessoalmente. Mas neste caso acho que ele está errado. Sou mais o que o Peter Lynch prega: ouça a voz das ruas. Explico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início deste ano, eu comentei com meu pai que estava pensando em abrir uma conta no BB. Meu pai tem conta lá há um milhão de anos, gosta do serviço, e tem agências em todo lugar. O BESC foi comprado pelo BB, então isto significa que agora tem agência do BB a uma distância à pé da minha casa. Ademais, acho que o Itaú cobra juros e taxas muito altos, e estava a fim de "votar com minha carteira" a este respeito. Finalmente, quem lê este blog sabe que não ponho fé no futuro a longo prazo dos bancos privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe qual foi a resposta do meu pai? "Fica no Itaú mesmo, o juro do cheque especial do BB tá 1% mais alto que no Itaú. E o Itaú abate tarifas quando você tem investimentos nele, enquanto o BB não..." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei comigo... &lt;span style="font-style:italic;"&gt;what the fuck?&lt;/span&gt; O mundo tá de cabeça pra baixo. Juros maiores no BB que no Itaú, sendo que o BB tem muito mais fontes de dinheiro barato? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, parece-me que a decisão de trocar o comando do BB é totalmente acertada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o BB fará bem em cobrar juros menores que os bancos privados; tendo mais dinheiro barato, faz sentido cobrar menos na outra ponta, e vai lucrar o mesmo que os demais. Não vai ser a hecatombe de inadimplência que alguns estão prevendo; o BB não vai fazer cheque especial a 1% ao mês. Vai cobrar 6, 6,5% onde os demais cobram 7%.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-6052384326807982143?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/6052384326807982143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/04/troca-de-comando-no-banco-do-brasil.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/6052384326807982143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/6052384326807982143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/04/troca-de-comando-no-banco-do-brasil.html' title='Troca de comando no Banco do Brasil'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-6172515428024462052</id><published>2009-04-06T12:21:00.003-03:00</published><updated>2009-04-06T12:24:59.523-03:00</updated><title type='text'>Ganho de capital na HP-12C</title><content type='html'>O nosso amigo Rossam Souza da Silva, da UEPB, mandou um programa para a HP-12C para facilitar o cálculo de ganhos de capital. &lt;a href="http://epx.com.br/HPBOV.PDF"&gt;O texto do programa, mais explicações, está aqui.&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-6172515428024462052?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/6172515428024462052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/04/ganho-de-capital-na-hp-12c.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/6172515428024462052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/6172515428024462052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/04/ganho-de-capital-na-hp-12c.html' title='Ganho de capital na HP-12C'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-8029874409652563826</id><published>2009-04-01T22:13:00.012-03:00</published><updated>2009-04-02T00:40:50.667-03:00</updated><title type='text'>A crise de energia da Califórnia</title><content type='html'>Como dizia minha mãe, "vergonha é roubar e não conseguir carregar". Esta frase condensa lindamente o que aconteceu na crise de energia da Califórnia entre os anos 2000 e 2001. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também existe todo um folclore em torno deste episódio, e diversas informações na consciência do público são falsas ou distorcidas (o artigo da Wikipedia sobre a crise é particularmente ruim.) Assim, é interessante comentar a história. Minha fonte é o livro "The smartest guys in the room", que conta magistralmente a história da Enron e deveria ser lido por todo investidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concessões de serviços públicos são indústrias sonolentas, com receitas praticamente fixas, lucros bons e estáveis. O ponto alto delas é o expertise técnico do produto que distribuem, como energia elétrica e água -- expertise que não se encontra no mercado, a preço nenhum. Financeiramente falando, tais empresas são quase sempre ineficientes e resistentes à mudança; e devido à natureza do serviço prestado, sempre têm muita influência política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 90, a euforia neoliberal mirou nestas indústrias e começou a pressão pela desregulamentação, em particular do setor de energia elétrica. Mas as concessionárias resistiram e colocaram seu lobby em campo, de modo que mesmo nos EUA foi muito difícil conseguir que algum estado desregulamentasse a energia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que a Califórnia decidiu fazê-lo. Um estado à frente dos outros, um grande mercado (a Califórnia seria sozinha o sétimo país mais rico do mundo), e muito dependente de energia "importada" de estados vizinhos. Alguns aspectos dessa desregulamentação importantes no entendimento da crise:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A desregulamentação foi feita apenas no mercado a atacado de energia. Os preços ao consumidor continuariam controlados por cinco anos, o que caracteriza uma desregulamentação parcial;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Empresas e grandes consumidores estariam sujeitos aos preços de atacado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* As distribuidoras de energia não poderiam produzir energia, sendo forçadas a vender suas usinas. (Algo semelhante foi feito no Brasil na mesma época.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Como esperava-se que o preço da energia por atacado cairia muito, esperava-se que as distribuidoras tivessem muito lucro com os preços de venda a varejo controlados. Uma vez que este lucro ultrapassasse um certo volume, os preços a varejo seriam também desregulamentados. Isto chegou a acontecer na cidade de San Diego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* As distribuidoras de energia não poderiam comprar energia por meio de contratos de longo prazo com as geradoras; precisariam comprar diariamente sua energia no mercado aberto. A idéia era manter as geradoras em permanente estado de tensão, o que faria baixar os preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O mercado futuro de energia continuava existindo, e qualquer participante poderia comprar, ou vender a descoberto, energia futura. Exceto os destinatários finais, ou seja, as distribuidoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O estado da Califórnia criou uma agência (ISO) para fiscalizar o sistema e, se necessário, fazer compras emergencias de energia para cobrir a demanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* As regras desse mercado parcialmente desregulamentado eram extremamente intrincadas, de modo a fechar muitas "falhas" através das quais alguém poderia manipular o mercado. Mas o excesso de regras acabou criando falhas novas, embora não óbvias num primeiro momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Enron estava bem posicionada para tirar partido deste processo, pois tinha comprado uma geradora (Portland General) e era a dona do sistema Enron Online, o primeiro pregão eletrônico para gás e energia elétrica. Além disso, possuia uma grande equipe de traders capacitados, que já ganhavam um bom dinheiro especulando nestes mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De início, a desregulamentação funcionou bem; os preços da energia a atacado despencaram. Então começou o pesadelo: os preços de atacado da energia começaram a subir cada vez mais, atingindo por vezes patamares absurdos como US$ 750 o megawatt/hora. (Para se ter uma idéia do absurdo, esta energia equivale a 400 litros de diesel, que custam, hoje, no Brasil, no posto da esquina, apenas US$ 260)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compra de energia em cima da hora, que deveria ser instrumento de pressão em cima das geradoras, acabou virando pressão em cima do lado comprador, ou seja, das distribuidoras e da agência ISO. Ambas tinham a obrigação de fechar a demanda, pagando o que as geradoras estivessem pedindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para agravar ainda mais a situação, de vez em quando uma geradora desligava-se para manutenção, aumentando ainda mais a escassez. Houve momentos em que 25% das geradoras estavam fora do ar. A Califórnia tinha então de "importar" energia de estados vizinhos, porém esta energia de fora não estava sujeita a nenhum limite de preço (nem mesmo o teto de US$ 750/MW imposto para as geradoras californianas quando os preços dispararam pela 1a vez.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agência ISO tinha de intervir cada vez mais freqüentemente, comprando energia a preços estratosféricos para manter a grade funcionando, e esta despesa era do Estado da Califórnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Califórnia tinha uma certa escassez de energia, pensou-se a princípio que a escalada de preços fosse devida a isto. Porém, com o tempo, começou a ficar claro que muito daquilo era manipulação de preços no mercado aberto. Mas como, se as regras eram tão elaboradas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os traders de diversas empresas participantes do mercado, como a Enron, descobriram truques que as regras não impediam, e eram difíceis de detectar. Por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Agendar propositadamente transmissão de energia por uma linha já ocupada por outras transmissões. A distribuidora contava com aquela energia mas descobria no último minuto que ela não poderia ser entregue. Isto forçava a contratação emergencial de outra linha, o que custava mais caro, remunerando mais o dono da linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Agendar energia gerada na Califórnia para a grade de outro estado, causando escassez local, forçando a compra da energia "importada" para cobrir o furo. Mas no fim das contas, tecnicamente falando, o suprimento era fornecido pela própria geradora local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria destas fraudes não podia ser cometida por um participante isolado no mercado; era necessário o conluio de pelo menos dois. Isto desfaz o mito de que a Enron foi "a grande culpada" pela crise. Todas as grandes empresas de energia descobriram os furos na legislação, trocaram figurinhas e finalmente se coordenaram para manipular o mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, a manipulação do mercado rendia, por si só, pouco dinheiro, e desse butim a Enron ganhou menos que as outras (a campeã foi a Dynergy, ao que se sabe). O dinheiro realmente graúdo foi ganho por aqueles que estavam "comprados", ou seja, apostando que o preço da energia elétrica ia subir. Neste tipo de operação, a Enron ganhou muito: US$ 2,2 bilhões. Este dinheiro foi ganho "honestamente", por assim dizer, mas é verdade também que nunca teria acontecido sem a manipulação de mercado subjacente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos problemas, tanto o governo quanto as empresas prosseguiram defendendo a desregulamentação. Naturalmente, os políticos não queriam admitir tão facilmente que tinham feito uma legislação tão furada, e empresas como Enron e Dynergy possuíam agora o poder do lobby.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as distribuidoras de energia elétrica cobravam tarifas controladas mas tinham de pagar preços exorbitantes no atacado, e não podiam deixar de fornecer o serviço, uma a uma entraram com pedidos de falência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos estertotes, algumas distribuidoras desligavam a energia de um bairro, depois do outro, de forma rotativa, tentando diminuir o consumo total e assim o volume de compra no atacado. Outras pediam para os usuários desligarem até as luzes das árvores de Natal. Como as tarifas ao consumidor continuavam no mesmo patamar, os consumidores não tinham incentivo real para economizar energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em San Diego, a distribuidora local tinha conseguido lucrar o suficiente com o novo esquema a ponto ter os preços ao consumidor liberados. Como resultado, os consumidores daquela cidade começaram a receber contas em média quatro vezes mais altas do que a média histórica. Pequenas empresas começaram a fechar simplesmente por não ter como pagar a conta de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos EUA, boa parte da energia é gerada por termelétricas, muitas movidas a gás natural. Quase todas as empresas envolvidas com energia elétrica (Enron, Dynergy) começaram na vida como empresas de gás natural. Assim, a manipulação de mercados estendeu-se ao gás natural, fazendo o preço deste subir e encarecendo ainda mais a energia elétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, a população começou a ficar cada vez mais irritada e começou a protestar. Demorou, mas os políticos sentiram que a coisa não podia continuar como estava. No início de 2001, um decreto obrigou as geradoras a vender energia por preços tabelados. Em pouco tempo, tudo estava nos eixos novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desregulamentação foi considerada um fracasso. O caso foi discutido de todos os ângulos; alguns afirmaram que a grade de energia elétrica é um sistema monolítico, sobre o qual não faz sentido implementar um mercado livre. Na esteira deste caso, descobriram que o mercado livre de energia em Washington fazia os elétrons ficarem "girando" no anel de linhas em torno da cidade até dissiparem-se na forma de calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma época, começaram os problemas da Enron, devido à sua frágil estrutura de financiamento, baseada na premissa de que suas ações nunca cairiam muito. Mas veio a bolha ponto-com, as ações caíram, e a Enron foi riscada do mapa antes do fim de 2001. A coincidência temporal colou a crise de energia à imagem e a história da Enron, eleita o grande Judas dos californianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POST MORTEM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como poderia a Enron falir tão de repente, se ela lucrou 2,2 bilhões de dólares apenas negociando energia, fora o que ganhou negociando gás? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que a Enron "roubou" mas não "carregou": como foi dito, as distribuidoras de energia faliram quase todas... e o crédito da Enron está preso até hoje dentro dos processos de falência e concordata destas empresas. E com o escândalo público da crise de energia, é claro que essas distribuidoras vão tentar anular estas dívidas. Nem os credores da massa falida da Enron vão ver essa grana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E outra parte desse lucrão foi aniquilado dentro da própria Enron, ainda antes da falência. A Enron tinha uma *segunda* mesa de negociação de energia e gás, separada da mesa principal por conta de uma guerrinha de poder. Esta segunda mesa apostou que a energia ia *cair* de preço! (Não parece uma piada?) Resultado: perdas de US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às empresas que não faliram, como a Dynergy, trataram logo de entrar em acordo com a justiça da Califórnia e devolveram boa parte dos lucros obtidos no mercado de energia, mesmo a parte "honesta", já que a alternativa seria um desgastante e perdido julgamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no início da crise, e dentro da Enron, muita gente profeticamente criticou as manipulações de mercado feitas pelos traders. A Califórnia tinha de ser o "garoto-propaganda" da desregulamentação; todos os demais estados estavam observando os acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Enron faliu, os traders de energia a atacado acharam que iam ser contratados a peso de ouro por alguma empresa de energia ou corretora, já que eram o único setor da Enron que dava lucro. Mas isto não aconteceu, e não foi por causa da intervenção estatal no mercado de energia. Os traders, na sua ganância, destruíram o mercado que tinham trabalhado muito para construir, e assim também destruíram seu próprio emprego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-8029874409652563826?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/8029874409652563826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/04/crise-de-energia-da-california.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/8029874409652563826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/8029874409652563826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/04/crise-de-energia-da-california.html' title='A crise de energia da Califórnia'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-2449850059259343288</id><published>2009-04-01T22:01:00.004-03:00</published><updated>2009-04-01T22:13:00.019-03:00</updated><title type='text'>Rapidão: produto = renda</title><content type='html'>Esses dias passou uma reportagem sobre o problema do alto custo dos gêneros, paradoxalmente em rincões com baixíssimo poder aquisitivo, notoriamente no interior do Nordeste e no Centro-Oeste. Lugares onde o Bolsa-Família é a principal fonte de renda da população economicamente ativa, mas um litro de gasolina custa 4 reais, e um quilo de tomates custa 7. Como é que pode isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei das aparentemente inúteis aulas de Economia da faculdade, onde o professor falava que produto é sempre igual à renda. Qualquer tentativa de negar esta igualdade é fadada ao fracasso. Não adianta despejar dinheiro de um helicóptero num lugarejo pobre; é preciso estimular que se produza algo ali. Do contrário, a única consequência é a inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, quando alguém critica o Bolsa-Família por desacompanhado de outras ações, pense duas vezes antes de julgar esse alguém de sem coração, nazista, neoliberal, etc. Renda mínima é bom e eu gosto, porém é preciso que "o cara ao lado" produza alguma coisa para que a renda seja bem gasta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-2449850059259343288?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/2449850059259343288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/04/rapidao-produto-renda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/2449850059259343288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/2449850059259343288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/04/rapidao-produto-renda.html' title='Rapidão: produto = renda'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-8163603446496401727</id><published>2009-03-23T15:38:00.006-03:00</published><updated>2009-03-23T16:10:41.461-03:00</updated><title type='text'>Obsolescência dos bancos: 2 minutes to midnight</title><content type='html'>Até agora, o que falamos no &lt;a href="http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2008/07/obsolescncia-dos-bancos.html"&gt;artigo sobre a obsolescência dos bancos&lt;/a&gt; tem se confirmado. Desde julho do ano passado, diversos bancos e seguradoras quebraram e/ou foram estatizadas no mundo desenvolvido. Bancos sobrevivem de juros, juros são uma coisa em extinção, logo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto que tem me intrigado nesta história toda, é o papel da taxa-base de juros da economia. A taxa-base, aquela que o COPOM altera quase todo mês e todo mundo presta atenção, é simplesmente a taxa que o governo aceita pagar pelo dinheiro que toma emprestado. Como o governo é a entidade mais segura de um país em termos de solvabilidade, todo mundo vai automaticamente pagar um juro maior que este, daí o nome taxa-base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí um dos comentários do artigo mencionado acima foi: e se o governo parar de tomar emprestado, o que acontece com os juros? Na época eu não tive uma resposta convincente para isto; parecia inconcebível um governo não ter dívidas e rolá-las continuamente. Mas, com os juros chegando a zero nos países desenvolvidos, títulos da dívida pública são praticamente a mesma coisa que cédulas de dinheiro (talvez com a diferença que títulos da dívida possam ter valores de face muito maiores, então volta a ser possível carregar um bilhão de dólares numa maletinha 007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também houve um outro comentário, no qual alegou-se que os bancos não iam desaparecer porque é do interesse do governo que permaneçam. De fato, se o governo é um eterno tomador de empréstimos, os bancos são engrenagens essenciais no refinanciamento do governo. Os governos impedem a quebra dos bancos não porque são bonzinhos ou porque querem evitar problemas aos depositantes. É por interesse próprio mesmo. E neste caso o caminho natural é a simbiose -- na forma da estatização dos bancos na medida que eles deixam de ser negócios viáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contrário tambem é verdadeiro: os bancos dependem dos governos, ou mais especificamente, da taxa-base de juros que ele paga. O Brasil deve ter os poucos bancos realmente saudáveis que restam no mundo -- porque o governo paga juros altíssimos pela sua dívida. Um belo dia isso vai acabar, como já acabou no mundo desenvolvido, e aí como ficarão os bancos sem esse referencial emburrecedor e sem esse tomador de capacidade infinita onde se pode enfiar todo o dinheiro ocioso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles têm duas opções: voltar aos dias de J. P. Morgan, onde os bancos eram efetivamente os reguladores da economia e o governo era "apenas mais um" tomador de empréstimos, com avaliação de risco pior do que os grandes conglomerados privados. (Até no Brasil, o faturamento do Barão de Mauá era maior do que o orçamento do Império). A outra opção é os bancos minguarem e desaparecerem. Acredito totalmente na segunda alternativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-8163603446496401727?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/8163603446496401727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/03/obsolescencia-dos-bancos-2-minutes-to.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/8163603446496401727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/8163603446496401727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/03/obsolescencia-dos-bancos-2-minutes-to.html' title='Obsolescência dos bancos: 2 minutes to midnight'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-2147296418997403920</id><published>2009-02-27T22:50:00.002-03:00</published><updated>2009-02-27T23:07:17.544-03:00</updated><title type='text'>TaxMan, a calculadora de impostos sobre operações na Bolsa</title><content type='html'>Depois de muito tempo sem lançar um "brinquedo" novo, temos novidades: o &lt;a href="http://epx.com.br/taxman"&gt;TaxMan, uma calculadora de impostos sobre operações na Bolsa&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia do aplicativo é facilitar o cálculo de lucros, prejuízos e tributos a pagar sobre um histórico de operações na Bolsa. Por enquanto, operações com ações e opções são diretamente suportadas, embora teoricamente possa-se inserir operações com qualquer outro ativo. Basta inserir as operações e dar uma olhada nas demais páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A página "processamento" mostra os lançamentos com as anotações do sistema. É onde aparecem os tributos a pagar. Já a "posição atual" mostra  quantidade de cada papel que você possui hoje, de acordo com o que o sistema deduziu a partir das operações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O TaxMan prevê daytrading (e a taxa de 20%), a isenção para vendas de ações até 20 mil no mês, etc. O software ainda está em teste, então podem haver problemas, e pedimos que qualquer problema encontrado seja reportado a nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é transmitido via Internet. Todos os cálculos bem como o armazenamento são feitos localmente. Assim não há o que temer a respeito da privacidade e segurança das informações financeiras. Na verdade, se você perder sua pasta de usuário ou trocar de browser, vai perder o que digitou. Para evitar isto, você deve salvar uma cópia de vez em quando num arquivo-texto, usando o link "salvar cópia".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-2147296418997403920?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/2147296418997403920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/02/taxman-calculadora-de-impostos-sobre.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/2147296418997403920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/2147296418997403920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/02/taxman-calculadora-de-impostos-sobre.html' title='TaxMan, a calculadora de impostos sobre operações na Bolsa'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-5672875629306893672</id><published>2009-02-19T13:16:00.002-03:00</published><updated>2009-02-19T13:33:54.694-03:00</updated><title type='text'>Cálculo de margem: exemplo real</title><content type='html'>Conforme eu tinha prometido, deixei o meu na reta para descobrir quando iam pedir de margem para um lançamento não coberto de opções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados são os seguintes: opção lancada VALEC30, vencimento 16/3, chamada de margem foi de R$ 6,25 por unidade. (Seu valor neste momento é de aproximadamente R$ 2, o que confirma regra grosseira de margem = 3 vezes valor da opção).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vamos descobrir com que intervalo de confiança a CBLC calcula a margem. No outro post, estimamos o cálculo de margem com a seguinte fórmula:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;margem = (valor da ação) * (delta da opção) * (volatilidade anual) * (sigmas) / 13.51&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, como VALE5 fechou em 29,70 ontem, e VALEC30 é aproximadamente ATM e a volatilidade histórica de VALE5 é 48,7%,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6,25 = 29,70 * 0,50 * 0.487 * sigmas / 13.51&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sigmas = 5,879&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa que a margem vai ser suficiente para 2 dias de mercado desfavorável em mais de 99,9999% das vezes. Se existisse CBLC nos EUA, não teria havido crise de subprime :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a "desigualdade de Chebyshev", mesmo que a distribuição dos rendimentos de uma ação não seja normal (como de fato não é), ainda assim o o intervalo de confiança de 6 sigmas é de, no mínimo absoluto, 97%. A confiança "real" da nossa margem então fica em algum lugar entre 97% e 99,9999%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desigualdade de Chebyshev basicamente afirma que qualquer distribuição tem intervalos de confiança mínimos (75% para sigma-2, 89% para sigma-3 e assim por diante). Desde é claro que a distribuição em questão possua um desvio-padrão. Os intervalos de confiança de uma distribução normal são bem maiores do que estes mínimos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-5672875629306893672?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/5672875629306893672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/02/calculo-de-margem-exemplo-real.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/5672875629306893672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/5672875629306893672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/02/calculo-de-margem-exemplo-real.html' title='Cálculo de margem: exemplo real'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-347929305162125407</id><published>2009-02-04T22:48:00.015-02:00</published><updated>2009-02-05T00:09:16.893-02:00</updated><title type='text'>Orçamento doméstico familiar que funciona</title><content type='html'>Correndo o risco de juntar-me ao Capitão Óbvio, segue uma experiência com meu orçamento doméstico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alguns sabem, desenvolvi um software de contabilidade (o Luca), e um dos objetivos era manter minha contabilidade pessoal. Tenho mantido minhas contas registradas em partidas dobradas desde 1993, e implementei meu software de contabiliade várias vezes, em várias plataformas, como forma de aprendê-las (ZIM, MS-Access, Delphi, C++, Python, esses são apenas as que me lembro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo era, naturalmente, manter o controle das contas. É totalmente diferente gastar "às cegas" de que gastar sabendo que no fim do mês o balanço vai acusar seu atentado contra o futuro financeiro. Também é legal você ver que, ao longo do tempo, suas contas realmente andaram para frente; coisa que não seria possível ver sem uma contabilidade. (Se bem que a declaração de Imposto de Renda também serve para isto, embora só mostre o status do seu patrimônio uma vez por ano.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ultimamente esse hábito estava revelando-se um tanto sacal e inútil. Sem a disciplina de registro diário, acaba ficando tudo para o final do mês, e isto representa algumas horas de trabalho tedioso, e olhar os tickets de despesa uma vez por mês não é suficiente para controlá-las. E apesar daquele ditado ser parcialmente verdade -- "o que engorda o boi é o olho do dono" -- esse efeito tem eficácia limitada. Controlar os ativos não faz aparecer dinheiro magicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a principal deficiência da minha contabilidade era, digamos, a transparência. Eu mostrava o balanço para minha esposa Ana, eu explicava, explicava, e ela dizia "aham, aham". Além de não entender muito bem os números, ela não acompanhava o processo de elaboração dos mesmos (e nem eu, já que eu digitava tudo no fim do mês). Assim, com a sabedoria inata típica e peculiar das mulheres, ela não via muito sentido em ficar discutindo o que já tinha acontecido e não podia mais ser mudado. Acabávamos discutindo nos acusando de gastarmos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados estes problemas, aboli completamente a contabilidade por partidas dobradas, a passei a adotar uma planilha. Planilha de papel -- uma liçãozinha tomada do SCRUM. Uma planilha por mês, num papel A4, onde qualquer um que faça despesas pode anotar diretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Registrar contas em papel também não é garantia de transparência. Meu pai registra as contas domésticas em papel desde os anos 70, de forma parecida com a minha planilha, apenas ele faz registros no tal livro. Sempre que minha mãe pedia para consultá-lo, acabava em discussão. (Ainda devem discutir, mas agora não estou mais lá para assistir.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, faço questão que a planilha fique em lugar acessível, visível, para que os valores sejam vistos por todos conforme vão aparecendo. Tento fazer um total parcial a cada 10 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns detalhes da minha planilha A4:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Há um orçamento inicial por tipo de gasto. Eu não gosto de orçamentos, acho que eles estimulam a gastar até o limite previsto, acabam sendo um "moral hazard" se o objetivo do processo era diminuir gastos. Mas acaba ficando mais fácil "negociar" um orçamento familiar se os tetos para cada item já estão previstos; e gastos familiares felizmente tendem a ser estáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A minha planilha tem poucos grupos de despesa: supermercado/alimentação, telefone/Internet, água/luz, combustíveis, diarista, diversos, e mesadas de cada um dos familiares. O item "Diversos" tem orçamento minúsculo de modo que qualquer "extra" vultoso avança em cima das mesadas e tem de ser negociado em conjunto. No futuro, pretendo extinguir esse item "Diversos", e não recomendo que ele seja usado, pois acaba virando um lixão onde toda despesa extra é jogada -- tendo como resultado o descontrole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O total disponível para ser gasto é perfeitamente conhecido. (Nunca entendi maridos que mantém o salário escondido das esposas.) Naturalmente, esse total é menor que a renda, para que sobre dinheiro todo mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O valor economizado no mês (renda total menos total disponível para ser gasto) não aparece em lugar algum dessa planilha. O objetivo não é esconder nada, mas sim evitar o "olho gordo" e conspirações do estilo "vamos usar esta sobra SÓ NESTE MÊS para comprar tal coisa?". Também evita que aumentos de renda acabem provocando aumentos de despesa na mesma proporção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* As mesadas NÃO são fixas; elas são compostas do que "sobra" entre o total disponível e as despesas orçadas. Aqui, dividimos a sobra em 3 partes iguais. Naturalmente o Felix é um bebê, mas tem uma "mesada" da qual saem o plano de previdência, fraldas, etc. Inicialmente o Felix não tinha sua própria mesada, mas não funcionou muito bem, pois acabava saindo tudo das mesadas dos pais, e o que é pior, sem um limite bem definido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* No final do período, o total das despesas é confrontado com o orçamento inicial, e o saldo é transportado para o próximo mês, afetando o total de dinheiro disponível lá. Isto significa mesadas automaticamente menores em caso de estouro no mês anterior, ou mesadas maiores em caso de sobra. Assim, existe o incentivo moral para gastar menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O saldo positivo ou negativo das mesadas são transportados de forma separada e segregada para o mês seguinte -- por exemplo, se eu estourei minha mesada em 300 reais, vou ter 300 reais a menos na próxima mesada. Isto evita a "tragédia dos comuns".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O mês do orçamento não é o mês civil, e sim o período da fatura do cartão de crédito, já que é meu principal meio de pagamento. E despesas parceladas no cartão sempre caem à vista na planilha. Isto evita aquelas pequenas conspirações baseadas no calendário ("vamos comprar hoje porque [a primeira prestação] só vai cair na fatura do ooooutro mês").&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-347929305162125407?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/347929305162125407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/02/orcamento-domestico-familiar-que.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/347929305162125407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/347929305162125407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/02/orcamento-domestico-familiar-que.html' title='Orçamento doméstico familiar que funciona'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-7011842657134447933</id><published>2009-02-04T14:33:00.007-02:00</published><updated>2009-02-04T16:14:20.369-02:00</updated><title type='text'>6 meses do livro publicado</title><content type='html'>Após aproximadamente meio ano de publicação do &lt;a href="http://novatec.com.br/livros/opcoes/"&gt;nosso livro&lt;/a&gt;, acho que vale a pena falar um pouco sobre a comunidade de investidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especificamente, tem sido uma grande surpresa o número de leitores que me escrevem (sobre o livro, os posts do blog e sobre as calculadoras Web). Não só elogiando o trabalho mas também citando erros, discutindo passagens, propondo mudanças, comentando estratégias,  mandando planilhas com as fórmulas implementadas (para eu ver, não para eu consertar). Uma dessas planilhas inspirou &lt;a href="http://www.epx.com.br/blog/2008/12/hp12c-black-scholes-and-math-nightmares.html"&gt;este post&lt;/a&gt; sobre problemas com algoritmos matemáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claramente os investidores gostam de uma matemática. E não só de matemática, alguns arriscam um pouco de programação também, como um cidadão que mandou um "patch" para o emulador da HP-12C. O detalhe é que ele não era desenvolvedor, era investidor profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, todos os contatos até agora foram construtivos, e muitos deles foram devidamente armazenados como matéria-prima para uma eventual segunda edição. Não existe forma mais eficiente de aprender (bem) alguma coisa do que escrever sobre ela, e este processo de aprendizado continua através dessa troca de idéias,  A todos aqueles que lêem o blog e/ou compraram o livro, um grande abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas observações aumentaram minha convicção que Adam Smith estava certo. As pessoas fazem o seu melhor, e *são* o seu melhor, quando estão correndo atrás dos seus próprios interesses. Teoricamente, o mercado de opções é soma-zero e cada investidor é um potencial adversário dos demais. E ainda assim, existe intensa troca de informações e ajuda mútua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas características deveriam tornar a comunidade de investidores semelhante à de software livre. Infelizmente não é o caso no contexto brasileiro. A comunidade brasileira de software livre é caracterizada por muita ideologia, muita arrogância, muita discussão estéril, pouco código e pouca camaradagem. Todos os desenvolvedores brasileiros que escaparam disso aí estão trabalhando para empresas estrangeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foi surpresa positiva a desenvoltura com que os investidores amadores lidam com a matemática, depois de tanto ver gente da área de informática (pretensamente uma ciência exata) sofrendo até com aritmética (inclusive pessoas na faculdade, ou fazendo mestrado!). Imagino que o "efeito Adam Smith" seja o responsável. Isso também me fez lembrar que já conheci diversas pessoas analfabetas e semi-analfabetas, uma e outra que não sabia ver a hora num relógio analógico -- mas nunca conheci ninguém que não soubesse contar dinheiro :)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-7011842657134447933?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/7011842657134447933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/02/6-meses-do-livro-publicado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/7011842657134447933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/7011842657134447933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/02/6-meses-do-livro-publicado.html' title='6 meses do livro publicado'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-3977252493376760868</id><published>2009-02-03T02:10:00.003-02:00</published><updated>2009-02-03T02:37:57.242-02:00</updated><title type='text'>Volatilidade para preguiçosos</title><content type='html'>De vez em quando alguém me pergunta onde obter a volatilidade histórica de ações. Antigamente qualquer site Web apresentava as volatilidades médias dos últimos 21 e 252 dias, mas devido à onda de cobrança por serviços "premium", é cada vez mais difícil achar esta informação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, qualquer um pode pegar a série histórica de cotações e calcular a volatilidade numa planilha, mas isto dá trabalho e às vezes tudo o que precisamos é de uma estimativa grosseira (afinal a volatilidade futura é uma incógnita mesmo...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, temos o método dos valores extremos, citado no livro "Option Volatility &amp; Pricing", que por sua vez obteve este método de um artigo de 1980 (infelizmente, todos os lugares onde este artigo pode ser encontrado, também cobram pelo acesso ao "paper"). A fórmula é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V = 0,601 log(H/L) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde V é a volatilidade, H é a maior cotação atingida pelo ativo (seja qual for) no período, e L é a menor cotação do período. O período da volatilidade é o mesmo das cotações extremas; se H e L são as cotações máxima e mínima do período de um mês, a volatilidade estará expressa em %/mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo: um ativo qualquer atingiu a cotação mínima de 20.00 e máxima de 30.00 num período de um mês. Estime a volatilidade anual pelo método dos valores extremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V = 0,601 log(30/20) = 0.601 x log(1.5) = 0.601 x 0.4054 = 0,24368 = 24,37% ao mês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para converter a volatilidade mensal para anual, basta lembrar que a volatilidade é proporcional à raiz quadrada do tmepo. Então:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V(anual) = V(mensal) * raiz(12) = 0,24368 * 3.464 = 84,4% ao ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, a qualidade deste número é em tese muito menor que a volatilidade obtida com base em todos os pregões do período. Mas é um chute inicial razoável, e alguns artigos até afirmam que esta estimativa reflete melhor a realidade do mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em se tratando das ações mais negociadas da BOVESPA, nem mesmo este cálculo você vai precisar fazer. Na página &lt;a href="http://epx.com.br/ctb/sorriso.php"&gt;http://epx.com.br/ctb/sorriso.php&lt;/a&gt; incluí as volatilidades anualizadas da Petrobrás (PETR4), da Vale (VALE5) e da Telemar (TNLP4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas volatilidades por ação: a primeira é calculada da forma canônica, pegando os rendimentos diários da ação, achando o desvio-padrão (que é a volatilidade diária). A segunda volatilidade usa o método dos valores extremos, simplesmente pegando as cotações máxima e mínima nos últimos 21 pregões, achando uma estimativa de volatilidade mensal. Ambas as volatilidades são então anualizadas. (Ainda não trato questões como pagamento de dividendos, então pode haver distorções quando tais eventos ocorrerem.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-3977252493376760868?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/3977252493376760868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/02/volatilidade-para-preguicosos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/3977252493376760868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/3977252493376760868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/02/volatilidade-para-preguicosos.html' title='Volatilidade para preguiçosos'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-1553053156840977454</id><published>2009-01-29T02:02:00.003-02:00</published><updated>2009-01-29T02:09:52.925-02:00</updated><title type='text'>Emulador de HP-12C Platinum</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://ecx.images-amazon.com/images/I/51PbygwLWYL._SL500_AA280_.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 280px; height: 280px;" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/51PbygwLWYL._SL500_AA280_.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Para quem gosta da HP-12C Platinum em lugar da Gold, lancei &lt;a href="http://epx.com.br/ctb/hp12c-platinum.php"&gt; uma versão modificada&lt;/a&gt; que imita o funcionamento da Platinum, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal recurso novo da Platinum é o modo algébrico, atendendo àqueles que não curtem a notação RPN. Existem diversas sub-versões da Platinum: com bug, com parênteses, sem parênteses, edição comemorativa, etc. A que eu possuo, e que usei como base para o emulador, não tem suporte a parênteses algébricos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-1553053156840977454?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/1553053156840977454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/01/emulador-de-hp-12c-platinum.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/1553053156840977454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/1553053156840977454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/01/emulador-de-hp-12c-platinum.html' title='Emulador de HP-12C Platinum'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-7399886733213548431</id><published>2009-01-28T00:17:00.005-02:00</published><updated>2009-01-30T02:52:05.808-02:00</updated><title type='text'>Chamada de margem e Leite-Moça</title><content type='html'>Quando vende-se opções (ou ações) a descoberto, a corretora retém uma certa quantidade de dinheiro, denominada margem inicial, ou "corte de cabelo" (haircut) na gíria inglesa. Na medida em que o mercado movimenta-se contra você, ainda mais dinheiro vai sendo retido -- é a margem de variação. Ao menos parte dessa margem de variação é devolvida quando o mercado movimenta-se a seu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas me deixavam curioso a respeito dessa mecânica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Para que serve afinal a margem? Certamente não é para garantir (totalmente) a opção vendida, já que o valor necessário para isso seria muito maior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) De onde eles tiram os valores de margem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Por que ela é recalculada diariamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A margem serve para efetivamente garantir o compromisso assumido pelo operador, mesmo que o mercado movimente-se muito desfavoravelmente, de modo que a Bolsa consiga honrar o compromisso ainda que o operador quebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "pulo do gato" é que a margem é calculada para cobrir DOIS DIAS do "pior caso" do mercado. Isto, combinado com o recálculo diário da margem, fornece um mecanismo de segurança muito engenhoso, dando à Bolsa um dia de tempo extra para liquidar preemptivamente a posição do operador quebrado, sendo que a margem inicial é provavelmente suficiente para cobrir a perda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Dia 1: Operador deposita margem que (provavelmente) cobre a perda máxima possível nos dias 2 e 3&lt;br /&gt;b) Dia 2: Mercado movimenta-se muito desfavoravelmente &lt;br /&gt;c) Dia 2: Bolsa recalcula nova margem, e faz chamada de margem de variação&lt;br /&gt;d) Dia 2: Operador não tem dinheiro para cobrir a margem nova&lt;br /&gt;e) Dia 3: Bolsa liquida preemptivamente a operação, com mercado ainda movimentando-se desfavoravelmente&lt;br /&gt;f) Dia 3: Dinheiro da margem foi suficiente para cobrir perdas dos dias 2 e 3 e (provavelmente) ainda sobrou um troco, que é devolvido ao operador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, só falta determinar como esse "pior caso" do mercado é calculado. Infelizmente, a fórmula exata desse cálculo é uma "caixa-preta" particular de cada Bolsa. Como geralmente as Bolsas compram softwares para realizar essa tarefa, as fórmulas e algoritmos são um segredo guardado a sete chaves por cada fabricante de software.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isto não impede que aproximemos o cálculo da margem usando estatística, e traçando um paralelo com o controle de estoque de um supermercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, qual é o estoque de latas de Leite-Moça que um supermercado deveria manter?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idealmente, seria um estoque muito, muito grande -- pois Leite-Moça não estraga rápido, e sempre vende. Mas manter estoques é dinheiro parado, e isto tem um custo. Assim, precisamos otimizar nosso estoque de modo que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) nunca falte Leite-Moça na prateleira, em situações normais;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) não precisemos manter um estoque excessivamente grande&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que não podemos garantir o item A em 100% dos dias. Sempre pode acontecer que dê a louca nas pessoas, e a cidade inteira queira comprar Leite-Moça amanhã, no seu supermercado. O único jeito de garantir o atendimento ao cliente seria ter um estoque infinito, o que não é praticável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, vamos nos contentar em garantir que, digamos, o Leite-Moça esteja disponível 99% do tempo na prateleira. As estatísticas de venda do Leite-Moça são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Média diária: 50 latas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Desvio padrão: 10 latas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assumundo uma distribuição normal das vendas, podemos afirmar então que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* 67% dos dias, a venda fica entre 40 e 60 latas (sigma-1)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* 95% dos dias, a venda fica entre 30 e 70 latas (sigma-2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* 99,4% dos dias, a venda fica entre 20 e 80 latas (sigma-3)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se nosso estoque for de 80 latas, contra uma média de vendas diária de 50 latas, podemos garantir que o cliente encontrará o produto na prateleira em 99,4% das vezes, o que é bastante bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a letra grega sigma é utilizada em fórmulas para denotar o desvio-padrão, os estatísticos gostam de falar em "eventos sigma-N" onde N é o número de desvios-padrões que o evento está distante da média. Assim, a venda de 90 latas de Leite-Moça num único dia seria um "evento sigma-4".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais sigmas, mais improvável é o evento. Um evento "sigma-10", como por exemplo vender 150 latas de Leite-Moça num único dia, aconteceria apenas uma vez a cada vários bilhões de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de usar médias de venda diárias é que a Nestlé não entrega todo dia. Supondo que eu possa fazer apenas um pedido por mês, então eu preciso fazer o cálculo de estoque para um mês. Recalculando a média e o desvio-padrão para um mês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Média mensal = 50 x 30 = 1500 latas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Desvio-padrão mensal = 10 x (raiz quadrada de 30) = 55 latas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note que o desvio-padrão fica proporcionalmente menor que a média quando escalamos para um período maior. Isto acontece porque dias com vendas maiores serão parcialmente cancelados por dias com vendas fracos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, para atender um mês de demanda com 99,4% de certeza, eu preciso de 1500 + 55*3 = 1665 latas no estoque. Comprando 1665 latas ao invés de 1500, conseguimos uma garantia muito alta de atendimento ao cliente com relativamente pouco gasto adicional. E só precisamos fazer isto uma vez; no próximo mês, basta repor a quantidade vendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, eu posso usar esse mesmo raciocínio para calcular a margem inicial de uma opção. A margem é o "estoque" que garante a Bolsa contra a "demanda" variável do mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponha uma opção com strike = 100, delta = 0.5, ATM, e uma volatilidade de 50% ao ano. A primeira coisa é obter a volatilidade para apenas dois dias.. 50 / (raiz de (365/2)) = 3.7%. Esta volatilidade corresponde a um desvio-padrão, ou seja, 67% de chance da variação ficar entre -3.7% e +3.7%, segundo uma distribuição normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisermos calcular a margem com 99,4% de certeza que ela vai cobrir dois dias de mercado desfavorável -- ou seja, proteger a Bolsa de eventos sigma-3 -- precisamos multiplicar a volatilidade por 3, o que dá 11.1%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bem. Se o preço da ação subir para $111 ($100 + 11.1%), o valor da opção aumentará em $5.55, segundo um delta de 0.5. (Numa subida tão grande o delta também mudaria, mas vamos manter o exemplo simples).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o operador vendeu a opção, um aumento de $5.55 no valor da opção significa uma PERDA de $5.55, logo esta deve ser a margem cobrada do operador para que a Bolsa estaja garantida contra 2 dias de movimentação extremamente desfavorável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, a margem não cobre 100% das catástrofes; se a bolsa subir 50% em dois dias (evento sigma-13), a margem naturalmente não seria suficiente. Como a margem teria de ser infinita para garantir 100% das situações, e isto é impossível, é preciso aceitar uma solução de compromisso entre segurança e viabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos estabelecer uma relação simples entre volatilidade e margem cobrada, que aproxima bem as margens cobradas na Bolsa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;margem = (valor da ação) * (delta da opção) * (volatilidade anual) * (sigmas) / 13.51&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando uma opção do dia de hoje: VALEB28, com delta de 0.529, volatilidade implícita de 56.5% ao ano, e VALE5 valendo R$ 27,83. Supondo que a Bolsa proteja-se de eventos até sigma-3, a margem inicial para venda desta opção seria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27.83 * 0.529 * 0.565 * 3 / 13.51 = R$ 1,84.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, o valor real da margem inicial pode e vai ser diferente deste na Bolsa, em função dos seguintes fatores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) uso de uma volatilidade diferente (a volatilidade histórica da Vale está bem maior que 55%, o que aumentaria o valor da margem);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) uso de um sigma maior, para proteger a Bolsa ainda mais eficazmente de movimentos bruscos do mercado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) levar em consideração que o delta também subiria se o mercado subisse, aumentando o valor da opção mais rapidamente que o previsto acima;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) uso de modelos estatísticos diferentes, por exemplo levando em conta que eventos considerados "impossíveis" na distribuição normal são na verdade comuns nas Bolsas, como quedas e subidas muito grandes num único dia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) outras considerações extra-estatísticas, como o patrimônio do investidor em outros papéis, liquidez do papel vendido a descoberto, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo mês, vou "esquecer" por um dia de pedir à corretora que coloque a venda coberta de opções na cobertura, para ver quanto de margem vão me cobrar, e cotejar com a nossa previsão teórica acima. Mais novidades em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-7399886733213548431?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/7399886733213548431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/01/chamada-de-margem-e-leite-moca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/7399886733213548431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/7399886733213548431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2009/01/chamada-de-margem-e-leite-moca.html' title='Chamada de margem e Leite-Moça'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-36718727.post-3543017492094812614</id><published>2008-12-10T16:27:00.002-02:00</published><updated>2008-12-10T16:50:59.967-02:00</updated><title type='text'>Primeira errata do livro e impostos sobre renda variável</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Nada é mais complicado do que o Imposto de Renda" -- Albert Einstein&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Softwares e livros sempre têm bugs, e acharam o primeiro "bug" no meu livro. A errata pode ser encontrada &lt;a href="http://www.novatec.com.br/livros/opcoes/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro estava no tratamento tributário de ganhos com opções, que PODEM SIM ser compensados com perdas em ações e vice-versa; no livro eu afirmava que os ganhos em um tipo de ativo não podiam ser compensados com perdas em outro. Apenas as operações daytrade são tratadas em separado. Agradeço aos dois leitores que apontaram este erro. Como tributação de renda variável é motivo freqüente de confusão, achei interessante blogar isto para conhecimento de todos, mesmo quem não possui o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para me "redimir", estou escrevendo aos poucos um programinha em Ruby on Rails, que calcula o imposto a pagar sobre renda variável. O objetivo final é simplesmente lançar as operações, e ele cuspir os tributos a pagar. Até detalhes como opções que viram pó vão ser tratados automaticamente. Está ficando confuso tratar isso na planilha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/36718727-3543017492094812614?l=www.epx.com.br%2Fd00dzfinance' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/3543017492094812614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2008/12/primeira-errata-do-livro-e-impostos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/3543017492094812614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/36718727/posts/default/3543017492094812614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.epx.com.br/d00dzfinance/2008/12/primeira-errata-do-livro-e-impostos.html' title='Primeira errata do livro e impostos sobre renda variável'/><author><name>EPx</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05460659081734761382</uri><email>epx@epx.com.br</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03562439152362697527'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>