Para quem não quer saber da minha conversa fiada, vou fazer o favor de passar logo no início do post os links para a galeria de fotos do Flickr e a playlist do YouTube correspondentes à caçada de hoje. Ainda estou subindo os videos, amanhã ou segunda (23/8) devem estar todos disponíveis.Fui de novo ao Rio Natal, e de novo para fotografar/filmar a maria-fumaça, e o que mais aparecesse. Como disse minha esposa, "se eu soubesse que você ia pra lá DE NOVO, tinha atrasado o relógio para você perder a hora!". Enfim, aquilo lá é sagrado para mim, eu poderia ficar por lá semanas seguidas, visitando cada cantinho. Os índios não têm esse negócio de serem ligados à um pedaço de terra em particular, e por conta disso criam reservas etc.? Não sou muito simpático à causa indígena, mas digamos que hoje em dia eu "compreenda" este argumento.
Cheguei cedo à igreja do Rio Natal e fui procurar lugares mais altos para filmar de um ângulo diferente. Entrei no cemitério mas, apesar de alto, não dava ângulo para filmar o trem em si.
Aí aproveitei para dar uma olhada nas lápides. Sempre fico surpreso com a quantidade de crianças e até bebês enterrados em cemitérios mais antigos. Pensar que há poucas décadas crianças morriam aos montes. Este cemitério parece ter sido "fundado" por volta de 1950 e é pequeno. Num outro, da Estrada da Ilha, aberto em 1900, dava pra ver as "ondas" de mortalidade infantil, provavelmente epidemias de doenças: um agrupamento de túmulos infantis no ano de 1904, logo ali outro montinho em 1907... e sempre crianças; os adultos morriam como hoje, de forma espalhada na linha do tempo.Note que há flores recentes no túmulo da foto. Para alguém, a Lúcia ainda faz falta. Ao menos ela escapou das piadas a respeito do sobrenome, que fatalmente a perseguiriam na escola :)
Da última vez que fui para aqueles lados, minha esposa viu um vagão tombado perto do centro de Corupá. Vantagens de ter alguém além do motorista a bordo. Desta vez, tratei de ir olhar mais de perto, e prestar meus respeitos ao vagão morto. Acho que usei um caminho de propriedade particular para chegar lá, mas não levei tiros.
O dia começou devagar mas terminou bem. Voltando do Rio Natal, encontrei três trens de carga! Um deles subindo, o que me "obrigou" a voltar lá para cima. Realizei o desejo de filmar um trem de carga passando pela estação abandonada e também ao lado da igreja. Em Corupá, mais um. Em Jaraguá do Sul, ainda outro!
Algumas filmagens foram feitas "em dois ângulos ao mesmo tempo", a câmera melhorzinha numa base fixa (leia-se: no chão) e o celular na mão, para o Rudá reclamar da minha tremedeira.
A maioria das fotos e das filmagens foi feita com o celular N900 da Nokia. Seguindo a linha da semana passada: brincar com uma câmera limitada. E também conferir a competência do mesmo na filmagem. Em condições favoráveis, o N900 tira fotos bonitas, como a da esquerda. Em condições sub-ótimas... digamos que eu sinto falta do N95. (Também tenho alguma curiosidade para saber como se saem os Android e iPhone.) Tamanho de lente é como cilindrada de motor, é o que define a potência e não há substituto, por mais válvulas ou megapixels que se adicionem.
E é isso aí. Segue o playlist "embarcado" no post, enjoy.