Sábado, Agosto 21, 2010

Sabadão do trem (mais um)

Para quem não quer saber da minha conversa fiada, vou fazer o favor de passar logo no início do post os links para a galeria de fotos do Flickr e a playlist do YouTube correspondentes à caçada de hoje. Ainda estou subindo os videos, amanhã ou segunda (23/8) devem estar todos disponíveis.

Fui de novo ao Rio Natal, e de novo para fotografar/filmar a maria-fumaça, e o que mais aparecesse. Como disse minha esposa, "se eu soubesse que você ia pra lá DE NOVO, tinha atrasado o relógio para você perder a hora!". Enfim, aquilo lá é sagrado para mim, eu poderia ficar por lá semanas seguidas, visitando cada cantinho. Os índios não têm esse negócio de serem ligados à um pedaço de terra em particular, e por conta disso criam reservas etc.? Não sou muito simpático à causa indígena, mas digamos que hoje em dia eu "compreenda" este argumento.

Cheguei cedo à igreja do Rio Natal e fui procurar lugares mais altos para filmar de um ângulo diferente. Entrei no cemitério mas, apesar de alto, não dava ângulo para filmar o trem em si.

Aí aproveitei para dar uma olhada nas lápides. Sempre fico surpreso com a quantidade de crianças e até bebês enterrados em cemitérios mais antigos. Pensar que há poucas décadas crianças morriam aos montes. Este cemitério parece ter sido "fundado" por volta de 1950 e é pequeno. Num outro, da Estrada da Ilha, aberto em 1900, dava pra ver as "ondas" de mortalidade infantil, provavelmente epidemias de doenças: um agrupamento de túmulos infantis no ano de 1904, logo ali outro montinho em 1907... e sempre crianças; os adultos morriam como hoje, de forma espalhada na linha do tempo.

Note que há flores recentes no túmulo da foto. Para alguém, a Lúcia ainda faz falta. Ao menos ela escapou das piadas a respeito do sobrenome, que fatalmente a perseguiriam na escola :)

Da última vez que fui para aqueles lados, minha esposa viu um vagão tombado perto do centro de Corupá. Vantagens de ter alguém além do motorista a bordo. Desta vez, tratei de ir olhar mais de perto, e prestar meus respeitos ao vagão morto. Acho que usei um caminho de propriedade particular para chegar lá, mas não levei tiros.

Tentei encontrar alguma reportagem sobre este acidente, sem sucesso. Foi um descarrilamento (há marcas nos dormentes indicando que a roda andou sobre a madeira por um bom trecho) e recente, porque há menos de um mês não havia sinais de ferrugem.

O dia começou devagar mas terminou bem. Voltando do Rio Natal, encontrei três trens de carga! Um deles subindo, o que me "obrigou" a voltar lá para cima. Realizei o desejo de filmar um trem de carga passando pela estação abandonada e também ao lado da igreja. Em Corupá, mais um. Em Jaraguá do Sul, ainda outro!

Algumas filmagens foram feitas "em dois ângulos ao mesmo tempo", a câmera melhorzinha numa base fixa (leia-se: no chão) e o celular na mão, para o Rudá reclamar da minha tremedeira.

A maioria das fotos e das filmagens foi feita com o celular N900 da Nokia. Seguindo a linha da semana passada: brincar com uma câmera limitada. E também conferir a competência do mesmo na filmagem.

Em condições favoráveis, o N900 tira fotos bonitas, como a da esquerda. Em condições sub-ótimas... digamos que eu sinto falta do N95. (Também tenho alguma curiosidade para saber como se saem os Android e iPhone.) Tamanho de lente é como cilindrada de motor, é o que define a potência e não há substituto, por mais válvulas ou megapixels que se adicionem.

E é isso aí. Segue o playlist "embarcado" no post, enjoy.

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